Um tanto outro
Um tanto outro
Busquei todos os estilos,
a desagregação da língua,
a agregação lírica, o tea-
tro, os romances, mas
sempre a poesia se impunha.
E minha poesia restou novelesca,
agregadora, desagregadora, teatral…
A minha prosa restou poética,
teatral, novelesca, agregadora,
desagregadora. Na língua. Em sua ponta.
Na pontinha da língua. Com sal.
Como fazem com os de baixa pressão.
talvez, poesia, romance, teatro,
restem debaixo da língua.
Como fazem com os que
desfalecem.
Assim, escrevo sempre debaixo
da língua. Apenas onde o
dedo alcança. Sempre um
tanto poema, um tanto prosa,
um tanto confuso…
junho 20th, 2008 às 16:51
Como um comprimido sub-lingual (é assim que se escreve?), que é absorvido mais rápido. Poxa, muito legal esse blog, não sei porque não tinha lido antes! Gostei do poema, essa pluralidade de vontades artísticas é um mal do qual compartilho, mas a poesia sempre se impôe também!
Muito legal,
abraço!
julho 5th, 2008 às 3:58
Prezado Caio,
muito obrigado pelo comentário tão gentil. Prometo que tentarei ser mais disciplinado na publicação de poemas neste blog. Para ver se ganho alguns leitores. No fim, a poesia é sempre o que há. Acho que só existe poesia.
Um abraço,
Cesar Kiraly