O Teatro Mágico: crônica política e dramaturgia
Minha rotina envolve duas cidades: Rio de Janeiro e Taubaté. Nas férias de final de ano recebi convite para assistir a um show. Raramente sou convidado para a ir a shows. Então, convencido, de alguma forma estou sendo incorporado pelo imaginário de pertencimento à juventude, aceito prontamente o convite, e com presteza, de um velho rabugento, coloco-me a pesquisar sobre a investida: O Teatro Mágico. A virtualidade das minhas experiências literárias acaba por dar espaço às minhas rabugices: lá fui eu pesquisar.
Não preciso dizer que o convite fez sentido porque estava, na minha eterna rotina, na cidade de Taubaté. O que fez com o nome da trupe assumisse, aos meus ouvidos maldosos, o significado lírico, e não a consubstanciação da maldade sexual, com ares de ternura, que provavelmente seria evocada caso o convite fosse feito no Rio de Janeiro. O Teatro Mágico, no Rio de Janeiro, faria-me pensar no circo Trombine aportado na Avenida Presidente Vargas sob ecos dos sons sofríveis dos animais e das conversas ruidosas dos moradores de rua, regados a cola de sapateiro. Peço que não leiam de modo a evocar o grande juiz moral que temos em nós, mas tão somente, e dessa vez, o esteta agônico que sempre deseja sair e pintar as paredes.
Convencido de que não encontraria palhaços malvados, torturadores de animais; passei a me arrumar para sair. Pois, da onde venho, é relevante que a arrumação para sair, seja para sair. De modo que é bastante prudente ter no guarda-roupa as roupas de sair separadas das de não sair. Para evitar desventuras cósmicas, tão explicadas por Freud. Fui arrumado, penso que de blazer, da gravata não precisei, e sapatos escuros, a minha companhia também estava muito arrumada, o que me deu uma certa segurança acerca de estar fazendo certo com a vestimenta. Mas a segurança durou muito pouco. A minha companhia não fazia idéia do que se tratava. A ela o nome O Teatro Mágico apenas evocou reminiscência cândidas, próprias ao pessoal do interior de São Paulo, não adulteradas pela experiência carioca. O que fez com que a minha pesquisa me transformasse em autoridade intelectual. Recitei um dos refrões mais badalados. Como quem recita Maria Rilke. Apesar do pânico interno, de quem caminha para o invisível, de quem se despede da evidência, por fora acredito que assumi os rumos da autoridade, afinal de contas fiz do O Teatro Mágico o meu Maria Rilke.
Ao chegar na praça dos espetáculos, surpresa. Como diz o velho Freud a angústia é antecipação do desamparo. A fórmula: a angústia é a antecipação do horror do desamparo, parece-me um pouco excessiva. Como se pudesse haver desamparo sem horror. Michael Kahn diz bem essa idéia. A angústia tida antes de entrar na caverna do leão, de certa forma, sinaliza que na caverna: a coisa vai ser pior. Pois ao ver a praça, a angústia mostrou-se justificada. A boca do irritado animal era muito mais preenchida de dentes do que jamais poderia imaginar. Uma multidão de adolescentes ensandecidos. O que me fez pensar: - Onde foi parar aquela boa época onde as crianças tinham medo de palhaço? Onde circo era um lugar para que os adultos assistissem aos medos dos pequenos. Onde foi parar o pavor do grotesco?
Pois bem, as crianças não temem os palhaços. No caso, do interior de São Paulo, a utopia do palhaço não mais esconder, no sorriso, a dor mais do que tenebrosa, parece que foi realizada. Mas ainda temos a Avenida Presidente Vargas. Com os palhaços maus de verdade. Entrei numa fila. Conversei sobre a história do circo. As representações pictóricas do palhaço. Até que chegou a minha vez: - Aqui está senhorita, meu convite e o da minha companhia. Ao que a senhorita respondeu: - Não, essa não é a fila para entrar, mas para pintar o rosto. Eu disse: - Pintar o que? Ao que a senhorita insistiu: - Para pintar o rosto. Mas, nessas situações, eu sou um pouco analítico: - Mas por quê, senhorita, eu haveria de pintar o rosto? Perguntas analíticas fora de hora, via de regra, sugerem respostas belíssimas: - Ah, porque é divertido. Não me rendi por inteiro, não é demais dizer que minha companhia deixou-se pintar o rosto quase todo, o que tornou a minha conversa sobre a história das representações circenses, um pouco tola: - Então, dê-me um nariz vermelho, de plástico, e não falamos mais nisso. Com o meu nariz vermelho, por assim dizer, no nariz. Precisei correr, com a minha pintada companhia, para a fila correta, a qual, infelizmente, virava o quarteirão. Quando vi um espaço aberto, logo julguei que fosse o final da fila, e coloquei-me a tentar retomar a conversa, sobre o circo, dessa vez, um pouco mais prático, evocando o porquê da pintura do rosto. Uma moça um pouco acima do peso, atrás de mim, querendo participar de minha exposição, e com vestimentas hippies, argumentou: - Ô palhaço, por acaso deseja furar fila? Não vem se mostrar o ardiloso. Ela argumentou do jeito dela. Percebi que a moça estava certa, reconheci o meu engano, sob protestos de mil desculpas, e segui para o final da fila, mais três quarteirões à frente, pelo que pensei: - Mal comprei um nariz vermelho e já fui sindicalizado. Deve ser a rapidez do mercado da qual tanto falam.
A fila até que andou rápido. A minha companhia começou a tomar lições, com um rapaz bem apessoado, sobre como se equilibrar em pernas de pau. Eu refleti, solitário, sobre a possibilidade de me filiar ao sindicado dos palhaços. E, possivelmente, disputar alguma posição de liderança. Ombudsman dos palhaços, talvez. Até que entrei no auditório. Na verdade uma quadra de futebol. Sentei na arquibancada. Cruzei as pernas. Esfreguei as mãos. Esperei o show. Luzes. Som. Palhaços em polvorosa. Adolescentes em polvorosa. O mundo em polvorosa.
Aqui, a percepção política deve começar. Porque, julgo, um dos temas políticos mais relevantes é a configuração do espaço público contemporâneo. Para tanto, é importante convencionarmos significados para espaço público e para o contemporâneo. Espaço público é a invenção grega de que o confronto de opinião deve determinar os rumos da liberdade. Os espaços físicos, fundamentais na experiência grega, não esgotam o sentido do espaço público, trata-se de uma das dimensões do espaço público, a sua atualidade, mas dizê-lo virtual não abriga qualquer problema. Pois atualidade do espaço público é o confronto das opiniões, as dimensões sonoras, as paixões, a física do espaço e a conquista do auditório. A virtualidade é, podemos dizer, o efeito de convencimento no futuro, as dimensões possíveis da liberdade e a política da configuração do espaço público por vir, isto é, a configuração do mundo possível. A atualidade é a dimensão conflituosa do presente, e a virtualidade, a dimensão de futuro, contida nas tensões opinativas. Para o termo contemporâneo precisamos de um outro conjunto de convenções. O contemporâneo é delimitado por comparação com o moderno e com o pós-moderno. A modernidade é definida pelo o império de formas laicas. Da mesma forma, como a idade média é definida por formas teológicas. Com efeito, a pós-modernidade é definida pelo desafio às formas. No contemporâneo o questionamento sobre a ausência ou presença de formas deixa de fazer sentido. Assim, formas políticas, formas poéticas, formas visuais, formas musicais etc. não mais afastam o debate sobre os fenômenos. Por certo, se o moderno é a constituição de álibis laicos para as formas, o pós-moderno é o desafio a esses álibis e o contemporâneo: a experiência sem álibis. Com efeito, o debate sobre a configuração do espaço público contemporâneo constitui o questionamento sobre os modos de constituição da liberdade, de modo opinativo, na perspectiva de que as formas não servem de álibi para o estancamento das discussões. Uma forma segura não vale uma vida. Uma idéia não vale uma vida. A expulsão dos comportamentos irrefletidos.
A performance artística de O Teatro Mágico instaura um novo tipo de configuração da vida social, bastante interessante. Tudo leva a crer que a maquina de guerra do O Teatro Mágico logo será capturada pelos modos tradicionais. Mas o fato de que a investida foi feita é muito significativo. A máquina de guerra, neste caso, é constituída por um pleno desapego as formas tradicionais do entretenimento para adolescentes. As músicas são longas ou curtas demais. O cantor principal se dá à liberdade de declamar poemas longos. Muito difíceis de serem compreendidos pela qualidade do som, pelo menos do lugar onde assisti. Existe a mescla de elementos não sincrônicos. Ao mesmo tempo em que se canta um refrão, uma moça faz desvarios naquelas cordas paralelas de ficar girando, palhaços correm de um lado para o outro, pessoas andam pelo palco; toda a constituição cênica de espetáculo é intensiva. O espetáculo é mais sentido do que narrativa. Para além dos elementos estéticos, deve-se dizer que o grupo faz as suas próprias teias de sobrevivência mercantil: os eventos são anunciados pelos interessados, os discos são independentes, o novo trabalho pode ser copiado pela Internet e os elementos de identificação pública com o grupo (camiseta, boné etc.) são produzidos de modo autônomo. O conjunto de elementos contra-corrente produz inventividade estética fora do comum. Devemos perceber para além do juízo de gosto, porque gostar ou não, diz respeito a elementos de refinamento do gosto e de adesão a formas, não podemos negar que alguma coisa de relevante acontece com o movimento iniciado pelo O Teatro Mágico. A bossa nova, a tropicália, os doces bárbaros etc. todos passam pela possibilidade econômica vertical de seus empreendimentos. Com ou sem ditadura. O Teatro Mágico produz possibilidade econômica horizontal. Aliado a isso o fato de que o show é expressivo e muito pouco linear. Penso que existe um novo tipo de configuração do espaço público, cujo movimento, deverá ser aprimorado pelos jovens artistas. A contra-corrente pode ser acorrentada. Mas esse é o desafio enfrentado por toda máquina de guerra.
Então, saí do show. Da minha companhia não sei dizer. Penso que foi seduzida pelo equilíbrio complicado das pernas de pau. No bolso da minha camisa, tateio. Percebo que ainda tenho o meu nariz de palhaço. Mas se na entrada tudo parecia bastante angustiante, na saída, fui acometido por uma intensa sensação de falsidade. Não sabia julgar se as encenações tinham acabado, ou se, de alguma forma, o teatro mágico continuava, porque a despeito do que acontece com outros espetáculos, onde as cortinas caem, as luzes acendem e os artistas somem, nesse caso, tudo permaneceu muito parecido, os adolescentes ainda estavam com seus narizes pintados, malabaristas ainda se arriscavam com fogo, toda sorte de pirotecnia e de pirogonia. Um pequeno anão me perguntou as horas, e inclinei o corpo, um pouco mais, para responder: – Meia noite e quinze. Eu disse. – Hora de criança estar na cama. Respondeu-me o anão.
Assim, a pergunta surge. O teatro acabou ou não? A dramaturgia possui qual extensão? A extensão da dramaturgia e o início ou fim do teatro não precisam de um exemplo. O Teatro Mágico é usado para responder essas duas perguntas. Mas por que não precisa de exemplo? Porque são perguntas radicais. Perguntas que colocam em evidência a imagem do mundo, a qual aderimos. Então, devemos pensar o seguinte: a nossa imagem do mundo consegue lidar com esse tipo de evento, onde o início da dramaturgia e o seu término, a despeito do acender ou apagar das luzes, não podem ser determinados? No mínimo o desconforto é bastante intenso. – Mas por que não troca de roupa para poder ir para casa? Pergunto ao simpático anão, aquele das horas. – Não sei. Acho que é a roupa que uso todos os dias. E você não troca de roupa, para ir embora? Retrucou o pequeno interlocutor. – Você é algum tipo de provocador, ou gosta dos jogos do coelho da Alice? Retruquei. – Não, só pensei que a sua camisa não combina com a calça. Devolveu-me, merecidamente, o anão.
A imagem do mundo onde a dramaturgia não tem fim, onde a dramaturgia está em todos os momentos, em todos os cantos, rivaliza com a imagem do mundo onde a dramaturgia é evento de mímesis ou catarse. A imagem de mundo onde a dramaturgia é um evento determinado é próxima da clareza. Mais ou menos quando um inglês determina que um estrangeiro faça-se entender: Make yourself clear. Um mundo onde os padrões de compreensão não são muito angustiantes, muito embora, a enunciação seja sempre um pesadelo. Um mundo de fronteiras entre as boas enunciações e as enunciações obscuras. Um mundo mais compreensivo e narrativo do que expressivo. Do outro lado, temos uma imagem de mundo nova, muito embora possa ser encontrada no dito de António Vieira: “se achar que falo escuro não mo tache, acenda uma candeia no entendimento”. Os mal intencionados podem julgar essa nova imagem o império do sem sentido, onde habita o obscurantismo, mas o que está em questão é a imagem expressiva do mundo. A clareza pode ser uma das expressões mais interessantes do mundo. Mas a imagem do mundo como expressão, não comporta, sob conflito lógico, a existência de fronteiras, mas apenas de fronteiriços. O fronteiriço é o espaço indeterminado, o qual sofre a ação de muitas forças, mas não se pode dizer qual é o pertencimento.
Cabe dizer, o fronteiriço angustia no enfrentamento entre mundos, ao cotejarmos imagens de mundo, colocarmos mundos um do lado do outro, o mundo das fronteiras aparece como de fácil compreensão, e pouca angústia, a descrição e a compreensão são amplamente convencionadas, até que algum tipo de expressão surge, nesse momento, no mundo das fronteiras, as angústias afloram de modo agressivo, questões surgem: (1) e se a expressão não for compreendida? (2) E se a expressão produz um novo mundo? (3) O que acontece com o antigo, se suas formas são atravessadas? Nesse momento, o mundo de fronteiras estabelece soberanias, e demarca territórios, nesse momento, o mundo de fronteiras inventa: o nacional, o estrangeiro e o apátrida. Formas para impedir a formação da angústia proveniente do aparecimento do fronteiriço. O fronteiriço angustia porque não é nacional, ou estrangeiro ou apátrida, mais além, o fronteiriço angustia porque as formas de demarcação, para ele, não fazem sentido. Por isso, o fronteiriço é sempre um espectro no mundo das fronteiras. O que dá, ao mundo das fronteiras, o tom de um eterno caça as bruxas. As casas são parecidas, os homens são parecidos, as mulheres parecidas, os desejos parecidos, os destinos etc. Quão mais semelhantes os caracteres do mundo, mais fácil é perceber o fronteiriço. Às fronteiras interessa o início e o fim da dramaturgia, para que ninguém seja enganado, o início e o fim, domados, da expressão. Aos fronteiriços apenas interessa fundar expressões. Na batalha de mundos, entre fronteiras e o mais além; a máquina de guerra fronteiriça pode ser capturada de muitas formas, a melhor delas é provocar o desejo de identidade.
Cesar Kiraly
(http://cesarkiraly.wordpress.com)








on Jul 2nd, 2008 at 1:17 pm
Olá César, faz tempo que não comento por aqui.
Até a metade do seu texto eu sei boas risadas. Mas ao final concluí que palhaços e adolescentes pode ser uma combinação uma tanto quanto delicada. Acho que da minha recente vivência desta fase me recordo que era mais fácil viver a identidade através de tribos que articulavam entre música, drogadição e até mesmo violência. Assim íamos elaborando nossas fronteiras através do fronteiriço como se pudéssemos rolar entre esteas fronteiras provando para nós mesmos que tais não nos atingia.
Só o tempo para provar o contrário.
Um abraço e aguardo uma visita.
Até.
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on Jul 2nd, 2008 at 8:42 pm
Prezado Rodrigo,
as visitas eu faço sempre. Não tenho feito comentários. Mas você não perde por esperar. risos. Eu sei pouco sobre o que falou, as minhas experiências não foram tão radicais, gostaria de ouvi-lo mais a respeito. Mas o que entendi é que pode haver um homem das fronteiras travestido em fronteiriço, sob o véu da música, da drogadição e da violência. Se for: concordamos.
Um forte abraço e adoro o seu blog,
Cesar Kiraly
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on Jul 3rd, 2008 at 1:49 pm
Oi Cesar
Quero evocar o poeta alemão HEINRICH HEINE.
Eu venho consutar-lhe uma enfermidade
Que me punge doutor e martiriza
Rouba-me a razão a mocidade
Negro cancro que nunca cicatriza.
(…)
Já sei o meu doutor, que o mal é incurável!
Quem as multidões diverte a ri no Coliseu,
O riso que ele tem é um riso aparvalhado
Que a miséria encobre, um riso desgraçado
Esse palhaço sou eu.
Quão rica é a sutileza da subjetividade. Sempre podemos nos surpreender.
Abraços
rogerio
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on Jul 4th, 2008 at 2:29 am
Olá Rogério,
belíssimo esse poema. O termo que imaginei, há tempos, para essa idéia é subjetividades fronteiriças. Escrevi sobre isso no artigo Crudelis Meditatio. Percebi recentemente que a Roudinesco teve uma idéia parecida.
Um abraço,
Cesar
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on Jul 4th, 2008 at 4:17 am
oi cesar
sim, e parece que ela falará na UERJ nesta segunda a tarde.
ela veio participar da FLIP e lançar seu livro pela Zahar.
grande abraço rogerio
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on Jul 4th, 2008 at 4:30 am
para ser mais explicito: Recentemente, Roudinesco voltou a destacar-se por expor sua opinião sobre questões como o anti-semitismo, a adoção de crianças e ao casamento homossexual. Ela é favorável à interdição do véu islâmico nas escolas e participa ativamente de debates sobre o inato e o adquirido, a genética, a clonagem, separação entre religião e Estado etc.
Sua participação na Flip tratará de autores de diversas nacionalidades cuja obra se relaciona diretamente com a psicanálise, como William Shakespeare, James Joyce (1882-1941), Italo Svevo (1861-1928), Philip Roth (1933), Machado de Assis (1839-1908) e outros.
retirei do Folha online
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on Jul 6th, 2008 at 1:03 pm
\o/ ainda tenho medo de palhaços…
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on Jul 7th, 2008 at 5:25 am
Teatro Mágico é!?!?!? Boa a trupe, eu adoro o som!
Mas confesso que levar a filosofia e discutir as fronteiras, fronteiriços a partir do show nunca me passou pela cabeça.
Lerei o post outra vez, quem sabe no próximo comentário posso tentar discutir essa idéia!
beijo!
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on Jul 8th, 2008 at 5:05 am
Olá Criança,
reconheço que eu também tenho. Mas só dos palhaços feios e torturadores. Os palhaços graciosos e torturadores até que me encantam. Mas vamos fazer disso um segredo. Vai que os palhaços descobrem nossas fraquezas.
Um abraço,
Cesar Kiraly
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on Jul 8th, 2008 at 5:07 am
Olá Camila,
não seja tão rigorosa. Quando pensar em algo: escreva. Simples assim. Fico contente que as minhas aventuras pelo mundo do Teatro Mágico tenham pervertido o modo como pensa suas experiências. Muito prazer.
Um abraço,
Cesar
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on Jul 14th, 2008 at 2:15 am
Rsrsrsss… você respondeu como se eu realmente fosse uma criança ^_^*
Mas eu temo todos os palhaços, pois enigmáticos como são, é difícil saber, ou acreditar que eles podem ser ou deixar de ser alguma coisa… se bem que pensando assim eu deveria temer a praticamente a todas as pessoas, e talvez eu tema! Mas isso não vem ao caso… palhaços carregam uma aura bem obscura com eles (huhuhu)…
Camila, esse Teatro Mágico é bom é? Ultimamente tenho dado tanta atenção à esse picadeiro dentro de mim que simplesmente nunca ouvi falar…
Palhaços à parte, este tipo de espetáculo sempre me rendeu algumas reflexões, porém nunca as escrevo…meus lápis estão a serviço de outra arte.
Um abraço à todos (menos aos palhaços)…
“Se a tranquilidade da água permite refletir coisas, o que não permite a traquilidade da alma?”
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on Jul 15th, 2008 at 5:10 am
Sim criança só bons, claro que há muitas críticas e fãs um tanto quanto ardorosos que se fantasiam, enfim cada um curte como acha melhor!
Quanto ao que pensei César, não consegui escrever antes, mas acho que agora as idéias estão um pouco mais organizadas…
Os fronteiriços são bons, gostei deles, me fazem sentir com muito mais liberdade e espero que eles tenham tanta força quanto as fronteiras, mas as duas precisam existir, é o famoso equilibrio!
É perverteu mesmo meu modo de pensar, e isso é muito bom, o prazer na verdade foi meu!
abraços!
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on Jul 17th, 2008 at 4:45 pm
Criança,
o importante é que o lápis sempre seja dedicado à alguma arte…
Um abraço,
Kiraly
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on Jul 17th, 2008 at 4:46 pm
Camila,
eu acho que não é possível… nessa batalha de mundos… acho que não há conciliação… ou estamos com as fronteiras… ou estamos entre os fronteiriços… contudo… o fronteiriço sabe produz compreensão… Mas isso é o que penso…
Um abraço,
Kiraly
[Reply]