Um blog d’O Pensador Selvagem | in moto perpetuo, produzindo inconscientes
parte 2
parte 3
Posted in: filosofia, polÃtica. Tagged: expressão · Hanna Arendt · individuação · Intimidade · linguagem
Primeiro, devo agradecer por esses documentários. Já deveria ter aparecido por aqui antes, tomar um cafezinho e trocar dois dedos de prosa. E agora, posso dizer que começar ouvindo a voz da grande Hannah Arendt é mesmo um privilégio. E um começo para lá de bom, sua fala sobre os EUA que bem que poderia ser uma versão “avançada” do caso brasileiro… Explico. Passo longe de ser fã dos EUA (ou de detestá-lo, o que seria tão tolo quanto), mas essa questão inicial sobre os EUA não serem um Estado-nação, complementada pela contraposição entre o que é ser norte-americano e o que é ser de algum paÃs europeu não só é um começo bárbaro, como tb poderia ser em parte aplicado a nossa realidade — afinal, o que é ser um brasileiro? —, embora a idéia de que a nossa nacionalidade se funde na lei seja difÃcil de aplicar… (E desculpe se fico com o uso comum, “norte-americano”, mas meus ouvidos não apreciam a sonoridade de “estadunidense”…) Enfim, voltarei mais vezes, ainda por cima porque não só verei as outras 2 partes da entrevista, mas tb as do Heidegger e do Derrida.
Abraços da vizinhança!
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Prezado Ricardo,
fico muito contente com o seu comentário, como pode perceber, as coisas aqui nem sempre são barulhentas, mas a hospitalidade é um princÃpio. Acho que a invenção do signo brasileiro é um pouco mais sádica, muito embora os americanos do norte sejam os grandes assassinos, contudo, nem sempre os assassinos são sádicos. A coisa pode, inclusive, pela perspectiva moral, ser muito pior. Mas a criação do signo brasileiro pelo sadismo se explica pela crença disseminada na possibilidade do desaparecimento do Outro. Apareça mais, e veja os outros vÃdeos. E, se tiver paciência, leia as outras coisas que publiquei.
Um forte abraço,
Cesar Kiraly
Claro que aparecerei, Cesar, já vi que por aqui a iguaria é fina e o café é expresso, de cafeteira italiana! Quanto à “crença na possibilidade do desaparecimento do Outro”, vc pensa essa que essa questão permanece presente com a mesma intensidade?
Caro Amigo Ricardo,
sim, pode ficar que o café é dos bons. Eu acho que sim, mais do que nunca, desde grupamentos urbanos marginalizados, que todos sabemos da existência e do desaparecimento, como com relação à comunidades tradicionais devastados pelo capitalismo, por mais que eu não goste de tradições, tenho que reconhecer a potência dessas formas de desaparecimento. A sociedade brasileira sabe da existência e sabe dos modos de subtração de vida, e a respota que fornece? Simplesmente esquecer. Os traumas da vida social brasileira, as guerras de unificação do Brasil, a devastação das comunidades indÃgenas, a ditadura militar e os deslocamentos produzidos pelo capitalismo, todos são conhecidos, poucos são falados e todos são esquecidos…
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on Nov 13th, 2008 at 9:42 am
Primeiro, devo agradecer por esses documentários. Já deveria ter aparecido por aqui antes, tomar um cafezinho e trocar dois dedos de prosa.
E agora, posso dizer que começar ouvindo a voz da grande Hannah Arendt é mesmo um privilégio. E um começo para lá de bom, sua fala sobre os EUA que bem que poderia ser uma versão “avançada” do caso brasileiro… Explico. Passo longe de ser fã dos EUA (ou de detestá-lo, o que seria tão tolo quanto), mas essa questão inicial sobre os EUA não serem um Estado-nação, complementada pela contraposição entre o que é ser norte-americano e o que é ser de algum paÃs europeu não só é um começo bárbaro, como tb poderia ser em parte aplicado a nossa realidade — afinal, o que é ser um brasileiro? —, embora a idéia de que a nossa nacionalidade se funde na lei seja difÃcil de aplicar… (E desculpe se fico com o uso comum, “norte-americano”, mas meus ouvidos não apreciam a sonoridade de “estadunidense”…)
Enfim, voltarei mais vezes, ainda por cima porque não só verei as outras 2 partes da entrevista, mas tb as do Heidegger e do Derrida.
Abraços da vizinhança!
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on Nov 13th, 2008 at 5:22 pm
Prezado Ricardo,
fico muito contente com o seu comentário, como pode perceber, as coisas aqui nem sempre são barulhentas, mas a hospitalidade é um princÃpio. Acho que a invenção do signo brasileiro é um pouco mais sádica, muito embora os americanos do norte sejam os grandes assassinos, contudo, nem sempre os assassinos são sádicos. A coisa pode, inclusive, pela perspectiva moral, ser muito pior. Mas a criação do signo brasileiro pelo sadismo se explica pela crença disseminada na possibilidade do desaparecimento do Outro. Apareça mais, e veja os outros vÃdeos. E, se tiver paciência, leia as outras coisas que publiquei.
Um forte abraço,
Cesar Kiraly
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on Nov 13th, 2008 at 5:27 pm
Claro que aparecerei, Cesar, já vi que por aqui a iguaria é fina e o café é expresso, de cafeteira italiana!
Quanto à “crença na possibilidade do desaparecimento do Outro”, vc pensa essa que essa questão permanece presente com a mesma intensidade?
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on Nov 15th, 2008 at 12:30 am
Caro Amigo Ricardo,
sim, pode ficar que o café é dos bons. Eu acho que sim, mais do que nunca, desde grupamentos urbanos marginalizados, que todos sabemos da existência e do desaparecimento, como com relação à comunidades tradicionais devastados pelo capitalismo, por mais que eu não goste de tradições, tenho que reconhecer a potência dessas formas de desaparecimento. A sociedade brasileira sabe da existência e sabe dos modos de subtração de vida, e a respota que fornece? Simplesmente esquecer. Os traumas da vida social brasileira, as guerras de unificação do Brasil, a devastação das comunidades indÃgenas, a ditadura militar e os deslocamentos produzidos pelo capitalismo, todos são conhecidos, poucos são falados e todos são esquecidos…
Um forte abraço,
Cesar Kiraly
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