Posts na categoria ‘poesia’

juro por toda sede

Juro por toda sede
A vida é tão curta
para se fazer de rogado
por coisa tão pouca.
A vida é tão pouca
para se fazer de rogado
por coisas tão curtas.
A vida é tão louca
para se fazer de pequeno
por coisas tão grandes.
E a vida é tão louca
para se fazer de grande
por coisas tão pequenas.
Então, juro por toda sede:
da pequeneza, loucura,
curtice [...]

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achados e perdidos

achados e perdidos
onde se perdem
ele se encontra.
onde se encontram
ele se perde.
onde nadam
ele se afoga.
onde se afogam
ele nada.
vive onde todos morrem.
morre onde todos vivem.
chega, quando todos vão.
vai, quando todos ficam.
onde desesperam
ele espera.
quando esperam.
desesperança.
na alegria, ele desvaria.

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Quando sangro sou um outro

Viro esta página em branco.
Aquela? Aquela não. Esta
página em branco.
Minha mão parece que não sabe
mais virar a página ou
pegar a caneta. Minha mão dói.
Parece grande demais para a poesia.
Minha mão era menor. Menor para
escrever poesia. Por isso doía menos.
Poesia para mãos doloridas.
Escrevo poesias para mãos grandes
demais. Mãos sujas de chocolate seco.
O chocolate seco se parece [...]

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Um tanto outro

Um tanto outro
Busquei todos os estilos,
a desagregação da língua,
a agregação lírica, o tea-
tro, os romances, mas
sempre a poesia se impunha.
E minha poesia restou novelesca,
agregadora, desagregadora, teatral…
A minha prosa restou poética,
teatral, novelesca, agregadora,
desagregadora. Na língua. Em sua ponta.
Na pontinha da língua. Com sal.
Como fazem com os de baixa pressão.
talvez, poesia, romance, teatro,
restem debaixo da língua.
Como fazem [...]

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O enciclopedista e o imperador

O enciclopedista e o imperador
O enciclopedista possui como dever de ofício o catálogo absoluto de todos os seres que se correspondam, mesmo que de maneira longínqua, com o seu objeto de estudo. Escrever uma enciclopédia não é simplesmente amontoar dados sobre objetos, mas buscar as correspondências, sejam lá onde elas se encontrem, em um vaso [...]

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Poesia Cronópios

 
Queridos amigos,
 aproveito para dar a conhecer um site muito bacana, de literatura.  E para dar notícia de que foram publicados alguns poemas meus. Espero que sejam bastante criteriosos com o site e muito permissivos com a minha poesia. Aproveitem e vejam as entrevistas da TV Cronópios. http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=2967
Um abraço,
Cesar Kiraly

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