auto-retrato com agulhas
auto-retrato com agulhas
alegoria dos alfineteiros.
alegria dos alfinetados.
que esse olho que me pisca,
essa perna que me dói,
não o fazem porque desejo.
mas porque me alfinetam
os caracóis.
eu. almofada de alfinetes.
gosto e não gosto das alfinetadas.
sou macio, a comparar-se com
coisas duras, feito pedra, mas duro,
se comparado com coisas macias,
feito bronze. mas as agulhas me
atravessam. porque alegorizo os
alfinetes.
ao acumularem-se as agulhas.
encontro cabecinhas coloridas espalhadas
por meus ouvidos. gosto e não gosto
de ser boneco vodu.
maio 18th, 2008 às 4:02
Cesar
coisas, das ding.
possibilidades, muitas.
coisas quimera.
possibilidades fúteis.
coisas úteis.
vãs possibilidades
outras coisas?
possibilidades das ding.
abs rogerio
maio 18th, 2008 às 4:51
Rogério,
de todas as coisas que há para ser, das ding eu posso. de todas as coisas que há para ser, un ding nunca. sempre coisa, por vezes natureza, as vezes homem, nunca uma não-coisa. como sempre, vc me vez ver o que não via. não vi as relações, no poema que escrevi, que depois do seu comentário se fizeram evidentes, entre a ética do desejo e os entraves da dor.
Um abraço,
Cesar
maio 18th, 2008 às 18:06
Desculpe. é só uma questão de idade.
abs rogerio
maio 19th, 2008 às 23:07
prezado amigo, me recuso a aceitar os argumentos de idade. risos. um abraço.
maio 20th, 2008 às 0:44
meu amigo
entre a ética do desejo e os entraves da dor, tem a vida e a vida tem idade. só isso. qualquer idade. me expressei mal, queria dizer vida. ato falho é ato falho.
abraço rogerio