Posts do autor
A Câmara Clara de Roland Barthes
Opacidade e transparência parece ser uma das dualidades mais importantes. Ela pode ser encontrada numa seqüência enorme de pares conceituais: claro e escuro, autonomia e heteronomia, liberdade e servidão e intimidade e publicidade. Não desejo, para todos os efeitos, o par intimidade e publicidade, prefiro, para todos os efeitos, a intensidade entre intimidade e expressão. Alguns ensaios evidenciam a [...]
Laboratório de Estudos Hum(e)anos
Como sabem, sou coordenador executivo e pesquisador do empreendimento de filosofia política mais bacana dos últimos tempos, o Laboratório de Estudos Hum(e)anos. Um espaço de pensamento, cujo abrigo é feito pelo IUPERJ, onde o interesse é pensar o novo. Tenho muita sorte por pertencer a esse projeto. Nos últimos meses o L(E)H ganhou um sítio [...]
elogio do amor demais
elogio do amor demais
há amores de muitos tipos.
aqueles que começam rápido
demais. fundo demais. conhecido
demais. feliz demais. dolorido
demais. tesão demais. e para
o sempre demais. nesses amores.
os amantes conhecem muito.
se sentem muito. e. de trás pra
frente. se desconhecem. o matar
ou morrer por amor. é o antído-
to para o desconhecer.
há amores de muito tipos.
aqueles que começam devagar
demais. raso [...]
Günter Grass: Nas peles da cebola
Günter Grass é um dos melhores escritores vivos, e isso se deve a aguda percepção da experiência, existem filosofias da experiência, como a filosofia de David Hume, e existem literaturas da experiência, como os romances de Günter Grass. Nas peles da cebola é um livro bastante cruel, não porque Grass seja um homem cruel, mas [...]