a canela e as minhas formigas

(I)

invente um corpo
carregador de poemas
e saberá.
porque se me encurvam
as costas.

(II)

escrever poesia ao
ar livre. é como
levar mordidas de
formigas na canela.
olha-se o papel:
- ai mundo.
sente-se a mordida:
- ai vida.
sente-se o estalido:
- ai osso.
o coração, suas batidas:
- ai vida.

(III)

arruma alguma coisa
pra fazer. com a morte
me entendo Eu.