Introdução ao pensamento estético

A Câmara Clara de Roland Barthes

Roland BarthesOpacidade e transparência parece ser uma das dualidades mais importantes. Ela pode ser encontrada numa seqüência enorme de pares conceituais: claro e escuro, autonomia e heteronomia, liberdade e servidão e intimidade e publicidade. Não desejo, para todos os efeitos, o par intimidade e publicidade, prefiro, para todos os efeitos, a intensidade entre intimidade e expressão. Alguns ensaios evidenciam a relação entre intimidade e expressão, gosto muito do recente, escrito por Coetzee, Diário de Um ano Ruim. Contudo, darei publicidade ao ensaio de Barthes, ainda mais brilhante que o de Coetzee, porque as fotografias tratam disso, do brilho, A Câmara Clara. Então, clique aqui para copiar o livro.

Elizabeth Jobim

Laboratório de Estudos Hum(e)anos

Como sabem, sou coordenador executivo e pesquisador do empreendimento de filosofia política mais bacana dos últimos tempos, o Laboratório de Estudos Hum(e)anos. Um espaço de pensamento, cujo abrigo é feito pelo IUPERJ, onde o interesse é pensar o novo. Tenho muita sorte por pertencer a esse projeto. Nos últimos meses o L(E)H ganhou um sítio muito especial. Com toda nossa atividade, descrição de eventos e muitas publicações, os ensaios publicados são de inspirar até o mais desértico dos espíritos. Fico muito contente de poder compartilhar esse esforço com todos e peço que me ajudem a divulgá-lo.

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elogio do amor demais

elogio do amor demais

há amores de muitos tipos.
aqueles que começam rápido
demais. fundo demais. conhecido
demais. feliz demais. dolorido
demais. tesão demais. e para
o sempre demais. nesses amores.
os amantes conhecem muito.
se sentem muito. e. de trás pra
frente. se desconhecem. o matar
ou morrer por amor. é o antído-
to para o desconhecer.

há amores de muito tipos.
aqueles que começam devagar
demais. raso demais. desconhecido
demais. triste demais. prazeroso
demais. tesão de menos. e para
o sempre menos. nesses amores.
os amantes se desconhecem muito.
se dessentem muito. e. de frente pra
trás. se desconhecem. o matar
ou morrer por tempo. a senectude
é o antídoto para o conhecer.

todo amor.
é cedo.
ou.
tarde.
demais.

Günter Grass: Nas peles da cebola

Günter Grass é um dos melhores escritores vivos, e isso se deve a aguda percepção da experiência, existem filosofias da experiência, como a filosofia de David Hume, e existem literaturas da experiência, como os romances de Günter Grass. Nas peles da cebola é um livro bastante cruel, não porque Grass seja um homem cruel, mas porque fala de crenças. A crueldade intrínseca a descrição de crenças é exercida nos gumes da faca. A mesma natureza humana capaz de atos de criação de mundos é capaz da destruição de mundos. A crueldade descritiva revela um princípio: a estrutura da criação e da destruição é a mesma.

Capítulo 1 de Nas peles da Cebola de Günter Grass

Günter Grass

Günter Grass

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